TÍTULO: A Garota do Trem
TÍTULO ORIGINAL: The Girl On The Train
BIBLIOGRAFIA: HAWKINS, Paula; tradução de Simone Campos. - 4ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2015.
TÍTULO ORIGINAL: The Girl On The Train
BIBLIOGRAFIA: HAWKINS, Paula; tradução de Simone Campos. - 4ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2015.
A garota no trem é um romance de suspense, com um tom policial e de mistério em torno do enredo. A história gira em torno da personagem principal Rachel Watson, ex-mulher de Tom Watson, que foi trocada pela atual mulher de Tom, Anna Watson. A história se passa nos arredores de Londres, mais precisamente no trajeto entre Ashbury e Londres, e na pequena cidade de Witney, repleta de casas vitorianas e suas famílias que lá vivem.
O Romance não é divido em capítulos, e sim em datas, como um diário. Contato por três narradores que se alternam descrevendo dias no período da manhã, tarde, noite ou madrugada. O período de tempo que a história ocorre é entre 16 de Maio de 2012 e 10 de Setembro de 2013. Muito ocorre nesse intervalo de tempo.
As perspectivas que conhecemos na história são o de Rachel Watson, já dito antes, personagem principal da trama. Anna Watson atual esposa do ex-marido de Rachel e Megan Hipwell principal envolvida no mistério da trama.
A história começa com o relato de Rachel nas viagens diárias entre Ashbury e Londres, onde ela costuma observar as casas da Blenheim Road, onde ela já morou com Tom na época de casada. E em uma dessas casas mora um casal, Megan e Scott Hipwell, a quem Rachel nomeia Jess e Jason. No alto de sua depressão, regada a bebedeiras descontroladas e apagões de memória frequentes, Rachel vê nesse trajeto, e nesse casal específico uma fuga de sua realidade. Ela vê felicidade em imaginar o quão perfeito é aquele casal, o quanto ela queria aquilo pra vida sem graça e sem esperança dela. Fazendo isso ela também se entrega a saudades do seu ex-marido, da vida que tiveram e do passado que não irá voltar e que ainda no atual momento a machuca.
Um pouco mais pra frente no enredo, depois de uma bebedeira e uma visita à casa do ex-marido em Witney, mesmo sendo explícito o descontentamento de Tom e Anna em ter Rachel por perto, Rachel acorda pela manhã com o corpo machucado, as roupas sujas de urina e a bolsa largada no andar de baixo e sem lembranças do que houve. Apenas um espaço em branco na memória. Rachel também descobre que nesta noite fatídica, Megan Hipwell, a sua Jess, tinha sumido de casa depois de uma discussão com o marido e não tinha sido encontrada desde então.
A trama gira em torno desta procura por Megan, dos casos de infidelidade e problemas em se manter estável na vida que estava vivendo, de Scott tentando lidar com a dor do desaparecimento da mulher ao mesmo tempo em que é acusado de ser o responsável por isso, de Anna tentando viver uma vida perfeita com a sombra de viver na casa da ex-mulher do marido atual, e de tê-la sempre por perto ameaçando o bem estar da filhinha pequena, de Tom tentando administrar a situação com a mulher atual e com Rachel. E principalmente dos problemas enfrentados por Rachel, do abuso da bebida, e da vergonha de acordar no outro dia num estado deplorável, de machucar e preocupar as pessoas ao seu redor assim como se machucar em todo o processo, das péssimas decisões tomadas em muitos momentos. É angustiante como a autora consegue nos fazer sentir impotente junto dos pensamentos dela, sem a lembrança dos fatos, a incerteza, usando as palavras de Rachel, “de não se sentir responsável pelos seus atos”.
A necessidade que Rachel sente em fazer parte de algo eu acredito que seja o que todos nós sentimos em nossas rotinas diárias. Utilizando-me das palavras de Terrence McKenna, “você é um jogador, e você não quer nem participar deste jogo”. Quantos que participam desta rotina diária não se sentem de certa forma, vazios? Não se sentem com a necessidade de fazer parte de algo, de ser algo mais, de ser importante em algum sentido. Na trama, para Rachel era tentar desvendar o que ocorreu com Megan, isto a motivou a se manter sóbria, a levantar da cama pela manhã e ter um objetivo no dia.
O decorrer e principalmente o momento derradeiro da história me deixou pensativo. Fiquei incrédulo com a mudança dos personagens, com o desenvolvimento deles, mas assim como disse Marie Claire, citada no fundo do livro, “uma leitura compulsiva”, e isso é verdade, é difícil largar o livro, sempre que o narrador muda e assim o fluxo da história Hawkins sempre deixa o leitor querendo mais, curioso para a continuidade daquela passagem.
Enfim, só escrevi tudo isso pra incentivar vocês a fazerem essa leitura, e se você já fez e quiser compartilhar seu ponto de vista, sinta-se a vontade.
Paz!

Nenhum comentário:
Postar um comentário