terça-feira, 23 de agosto de 2016

AS FACETAS DO COLECIONISMO


Um pouco da minha coleção

Opa, pessoas!

Hoje eu venho com um tema um pouco diferente do que costumo escrever aqui, mas que também é bastante pertinente para o público que gosta de quadrinhos e de cultura nerd em geral. O tal do colecionismo, que é aquele negócio que te impulsiona a comprar aquela revista mesmo quando você não pode comprar porque aquele dinheiro já era pra outra coisa, ou algo assim.

Na verdade, a maioria das coisas que li sobre o colecionismo era em relação a doença, onde a pessoa coleciona algo de forma compulsiva, e muitas vezes sem propósito ou organização aparente, chegando à aqueles casos de acumuladores que colocam em casa tudo que acham na rua. Mas não é esse tipo extremo de colecionismo que quero tratar neste post. 

Eu vi recentemente, um vídeo no canal 2Quadrinhos, você pode ver o vídeo clicando aqui, onde eles discutiam sobre o problema do colecionismo, após assistir e ler também alguns comentários me peguei pensando no assunto. No porque ter uma coleção, no porque investir dinheiro em algo que apenas está lá. Não lembro exatamente do comentário que li neste vídeo, mas foi algo como, depois de ler o livro ou quadrinho, aquilo não passa de papel numa prateleira e que você está retendo conteúdo intelectual, não sei se reproduzi as palavras da pessoa em questão com exatidão, mas era essa a ideia que retirei do comentário. E isso me fez pensar no porque coleciono e porque quero mais quadrinhos.

E cheguei a conclusão que eu coleciono porque me faz bem. Muito bem. Vi pessoas com remorso de torrar tanto dinheiro em revistas, que chegavam a um ponto da vida onde se desfaziam de toda a coleção e sentiam que aquilo era uma libertação de um mal. Eu penso da seguinte forma, se gastar dinheiro em revistas, ou em qualquer outra coisa vai te fazer mal, não gasta. Invista seu dinheiro em qualquer outra coisa que te faz bem. Ninguém é obrigado a colecionar algo, não existe pressão social para se fazer parte deste determinado grupo de pessoas, bem ao contrário na verdade. Pessoas as vezes te taxam de louco por investir tanto dinheiro e tempo com papel. Gastar dinheiro com quadrinhos, me faz bem. Aquela leitura é uma das melhores coisas que posso imaginar fazer com meu tempo. Me transmite todo tipo de emoção e ainda me proporciona viajar num mundo que é impossível ir pagando para uma empresa aérea. Não me entenda mal, adoro viajar e estar no mundo real também. São prazeres distintos e igualmente agradáveis. 

Mas e depois da leitura? E quando se torna apenas um item bonito numa prateleira onde você mostrará para as pessoas que se interessarem. Minha "solução" seria, não deixe se transformar apenas nisto. Meus quadrinhos eu estou sempre folheando, relembrando alguma história, emprestando para alguns amigos também poderem apreciar aquilo, e acima disto tudo, deixarei como um legado, para quem vier depois ter acesso a todo aquele material intelectual e de ótima qualidade e criatividade. Falo da minha coleção de quadrinhos porque não tenho coleção mais de nada, mas acredito que esse pensamento possa ser aplicado a qualquer tipo de coleção. Faz o que você gosta. Porque você gosta, não por obrigação. Essencialmente porque não existe obrigação para hobbies. 

Eu compro meus quadrinhos quando posso e quando quero. Direciono parte do dinheiro que ganho para isso, sabendo que isso me trará um retorno espiritual, que é extremamente gratificante. É o tal do retorno para um esforço aplicado, se para você esse retorno não existe mais, não faça mais. Colecionar é apenas um hobby, e tem que ser encarado apenas como tal. Quando você não consegue parar, aí sim é hora de procurar ajuda profissional. 

Em meu ponto de vista, o necessário é fazer tudo com amor. Não importa o que, não importa para que. Aproveitar o retorno do esforço e encarar o lazer como um escapismo prazeroso e não como um peso. Aproveitando mais uma vez um comentário do vídeo, um usuário cita Miranda, o produtor musical: Eu trabalho para comprar gibizinho e bonequinho, meu hobby é o que me faz aguentar o vale de lágrimas que é o mundo.

Acho que é isso, e você? Coleciona algo? Sofre com isso? Aproveita? Concorda? Discorda? Deixe aí na caixinha suas impressões sobre o assunto.

Até a próxima,
Paz :)


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

ESQUADRÃO SUICIDA: ENTRE CHOROS E RISOS



Esquadrão suicida já estreou, já causou polêmica, já deixou gente revoltada e gente feliz. Eu fui assistir e aqui vou falar minas impressões do filme.

Ok, primeiramente vou falar que gostei do filme. Gostei em parte do filme. Deixe-me explicar melhor o que achei de cada aspecto do filme.

Vou começar falando dos prós:
Arlequina: Incrível o que Margot Robbie fez com a personagem. Ela incorporou de uma forma espetacular a palhaça do crime. O romance louco e transtornado dela com o Coringa fica sempre em evidência. Ela de longe é a personagem mais engraçada do filme. Robbie conseguiu incluir todos os aspectos que necessitava para construir a namorada do Mr. J. Ela foi engraçada, sexy, as cenas de ação estão ótimas, além de ser bem sem noção nas escolhas. Enfim, espero muito ver mais Arlequina na sequência do universo DC.



Pistoleiro: O que falar de Will Smith? O cara é simplesmente Will Smith. Eu não sei se o ator sobrepôs o personagem, como se falava antes do filme. Porque eu comprei a ideia do Pistoleiro, da sua história contada, ele entrega o que se pede de um personagem principal num grupo. Pistoleiro foi fácil o ponto mais alto do filme.

Capitão Bumerangue: Por mais que não tenha sido apresentada uma história de fundo, ou de ter aparecido com tanto destaque quanto os que já citei anteriormente. Jai Courtney entregou um fanfarrão australiano bem legal. Ele não joga tantos bumerangues quanto deveria, mas os usa bastante no combate próximo.



Coringa: Esse entra nos prós e também nos contras. Essa é a linha que divide o lado bom do mal. Jared Leto fez um coringa com toques bem próprios. É diferente. Bem diferente pra dizer a verdade. Ele deixou de ser apenas um louco manipulador que mata quando bem entende, pra ser um chefão da máfia. Mas achei válido. Comprei a ideia desse Coringa. Ele mostra um perfil bem lunático e psicopata, como já é de praxe do Palhaço do crime. Só que ele é aquele tipo de ser humano onde é impossível manter uma conversa. Ele divaga bastante em sua mente doentia. Enfim, gostei bastante. O contra é a falta desse Coringa no filme. Ele mal aparece. Se você vai para o cinema esperando ver um monte de Leto, isso não irá acontecer. Fica avisado. O próprio Jared Leto disse que cortaram bastante cenas que ele gravou, infelizmente. É outro personagem que espero ter a oportunidade de ver mais aprofundado na continuação deste universo da DC. Ah, e sobre as inúmeras reclamações das tatuagens, acho que fica plausível neste perfil do Coringa, mas cada um tem sua opinião.



Agora para os contras:

Edição: É perceptível uns erros de edição no filme, até porque o filme praticamente foi refilmado e reeditado por várias pessoas depois da polêmica do lançamento de Batman vs Superman. Dá pra notar erros de continuação de cenas, coisas deixadas sem explicação e coisas que poderiam ter sido mostradas de forma diferente.

Outros personagens: Os outros personagens do Esquadrão Suicida pareceram que entraram pelas cotas, só estavam ali para compor elenco. El Diablo eu até gostei do drama apresentado pelo personagem. Mas acho que ele poderia ter sido melhor usado. Crocodilo, Katana e o Amarra (PRINCIPALMENTE O AMARRA), foram pouquíssimos utilizados e mal dá pra colocá-los como coadjuvantes.

Vilão e Trama: Colocarei estes dois juntos porque eles estão completamente interligados. Um estraga o outro e vice-versa. Não entrarei muito em detalhes para não dar Spoilers aos que ainda irão assistir. Mas o Esquadrão Suicida é conhecido (ou melhor, desconhecido) por trabalhar na surdina. Sem glamour. Quando uma Legião de assassinos planeja algo numa cidade deserta de algum país asiático com nome pouco conhecido, é essa missão que o Esquadrão é escalado para fazer. A trama do filme toma aspectos globais e mesmo assim nenhum heroi pensou em aparecer pra ver o que estava acontecendo. Além do vilão da história servir pra pouca coisa efetivamente. Motivação de destruição estranha, pra não falar nula. 

No geral eu gostei bastante do filme, principalmente pela construção dos personagens. Amanda Waller e Rick Flag que não mencionei anteriormente também fizeram bons papéis. Com Viola Davis não tem papel ruim nunca. Gostaria ter a oportunidade de ver esses personagens em outras tramas e talvez em uma sequência do Esquadrão Suicida. 

E vocês, já assistiram? Gostaram do que viram? Não gostaram? Deixem aí na caixinha suas impressões também :)



Até a próxima,
Paz!



terça-feira, 2 de agosto de 2016

STRANGER THINGS E A VOLTA AO PASSADO QUE NÃO VIVI



Opa pessoas, resolvi colocar o blog pra frente pra valer. Tentarei manter postagens diárias ou na pior das hipóteses semanais por aqui, comentando sobre as coisas que ando assistindo, lendo, compondo, e enfim.

Pra começar essa jornada através das coisas que assisti recentemente não dava para iniciar com outra que não seja Stranger Things. A série que virou febre logo nos primeiros dias que saiu na Netflix. Eu, honestamente, demorei um pouquinho para começar a assistir. Na verdade eu nem fiquei sabendo do hype da série até ver alguns artigos e vídeos sobre.

Agora falando da série, é exatamente isso que eu escrevi no título. Um convite ao passeio no passado, a série consegue retratar com perfeição os anos 80. Pelo menos através da cultura pop que foi consumida nesta época. Eu nasci em 91, não vivi essa época. Mas lembro de ter assistido quando criança a muita coisa que foi mencionada na série, e aliás, quantas menções. Quanta referência. Desde de pôsteres nas paredes a RPG de Dungeous & Dragons, a série é uma grande homenagem ao passado. E isso pode ser falado de toda estética criada. O jeito de se vestir e agir dos personagens, a ambientação, a trilha sonora, a fotografia. Tudo na série é feita de forma a propiciar o telespectador emergir nesse universo. Ah, sem mencionar no logo da série quando mostrado na abertura, tudo é simplesmente incrível.



A trama gira em torno de quatro amigos que tem por volta dos seus 13, 14 anos e amam a cultura pop, quadrinhos, cinema, RPG, o que você imaginar, eles citam no decorrer dos episódios. E quando Will, um desses amigos some, todos da pequena cidade se mobilizam para encontrá-lo. A mãe desse menino é vivido por Winona Ryder, ouvi pessoas que amaram a atuação dela, ouvi outras que não gostaram, eu posso dizer que me surpreendi, fazia muito tempo desde a última vez que a tinha visto em um filme, e ver ela no papel de uma mãezona transtornada pelo desaparecimento do filho foi algo bem diferente do que eu estava acostumado. O tempo passa pra todo mundo. Me senti um pouco velho.

Voltando a trama da história, tudo fica bem mais esquisito quando uma menina careca aparece na cidade e agentes engravatados a caçam pela cidade. Esta menina é chamada de "Eleven", ou "El", na sua forma curta, como a turma que ela foi incluída por acaso acaba apelidando-a. Millie Brown faz um papel INCRÍVEL trazendo Eleven a vida. A personagem praticamente não fala, mas isso a torna extremamente especial, o trabalho dela está todo nas expressões.

Menções honrosas também para Dustin, vivido por Gaten Matarazzo, que é muito engraçado e faz trabalho crucial para a atmosfera cômica da série, e também como mediador entre os participantes da turma. Também gostei muito do trabalho do David Harbour, que interpreta o delegador Hopper. Personagem com uma carga emocional bem pesada, e que se entrega a procura do menino como forma de espantar os demônios que o cercam.

Logo nos primeiros minutos de série você já consegue perceber o tom de suspense e Sci-Fi que os irmãos Duffer pretendem seguir no decorrer dos episódios. E eles fazem isso com maestria. Não é aquele terror escrachado e saturado. Eles vão introduzindo aos poucos a problemática da trama, deixando o telespectador esperando ansiosamente pra o que vai acontecer. Pelo menos comigo foi assim. Algumas coisas eram bem óbvias, mas com uma série prestando homenagem a uma penca de filmes da década de 80, já era de se esperar alguns clichês. 

Mas no geral é uma série incrível, recomendo muito a viagem no tempo. Ela é bem curtinha, muita gente acabou ainda no fim de semana da estréia. Possivelmente a próxima temporada que já está encomendada terá mais episódios.

Se deliciem e vibrem com os personagens dessa série descontraída, com suspense tenso e uma trama bem legal. Vale muito a pena para aqueles mais velhos que querem sentir a nostalgia da época em que cresceu. Mas também serve muito para aqueles que querem sentir a nostalgia da infância. De ter poucas preocupações e uma imaginação que pode te levar a qualquer lugar e a crer qualquer coisa.




Depois volto escrevendo sobre qualquer outra coisa.

Paz :)