quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

PORQUE BLACK MIRROR ME CONQUISTOU E PORQUE VOCÊ TAMBÉM DEVERIA ASSISTIR



Pra início de conversa, Oi meu nome é João, e eu vou escrever sobre um monte de coisa aqui agora. Aprecio demais escrever, e encararei esse Tumblr, à muito abandonado, como uma ferramenta para expor ideias, e essa é a primeira delas.
Eu acabei encontrando essa série por acaso no Netflix, (pra ser sincero achei a imagem de capa bem legal, e me interessou bastante) resolvi dar uma chance, mesmo acompanhando atualmente 39 séries devidamente contadas e catalogadas no meu Banco de Séries. (Meu perfil no BB
E para derrubar meu queixo até o chão, essa série britânica me conquistou completamente. A série até agora conta apenas com duas temporadas com 3 episódios cada, episódios que variam de 40 minutos à 1 hora e algo. 
O que mais impressiona primeiramente são as críticas pesadas e explicitas a sociedade em que vivemos, sempre retratando isso em forma de futuros distópicos, de mundos que ainda não conhecemos, mas que não são completamente fora de cogitação, isso que assusta a primeira vista. Você sempre para pra pensar, “meu deus, isso poderia realmente acontecer". 
Baseado normalmente no fascínio da nossa geração para com os aparelhos eletrônicos e a evolução da tecnologia, esses mundos distópicos são um exagero disso tudo, não que hoje em dia já não seja um exagero, eles só levam a níveis extremos. Desde chip de memórias implantados no cérebro de todos que impedem que qualquer memória da vida de um ser humano seja esquecida, e podendo até ser transmitida em uma tela. A um sequestro em qual o pedido de resgate é um video do secretário inglês transando ao vivo em rede nacional. A uma mulher que não consegue superar a morte prematura do marido e procura conforto num sistema de computador, num dos episódios mais tristes que já vi. Todas as tramas são incrivelmente elaboradas, prendem o telespectador, e mais importante, nos fazem pensar, nos trás uma reflexão sobre como está a nossa sociedade, e como somos parte disso, qual o nosso papel, e porque estamos chegando a esse futuro distópico.
O ponto alto até agora da série foi o Episódio “White Bear”, o segundo da segunda temporada (como nenhum dos episódios são interligados você pode ir diretamente a este se tiver interessado). Neste episódio uma mulher acorda sem memória em casa. Quando sai a rua para procurar ajuda descobre um mundo de telespectadores, as pessoas a filmam no celular em vez de ajuda-la. Isso se amplifica quando um homem encapuzado aparece e começa a caça-la enquanto as pessoas nas ruas apenas veem tudo através do celular. Não vou entrar mais no enredo do episódio para não dar spoiler, mas o plot twist que acontece no meio do episódio foi de derrubar queixos. Coisa incrível mesmo. A crítica a nossa sociedade telespectadora foi evidente, chocante. Nós preferimos assistir a nossa vida através de um celular, sendo ignorantes ao que está a nossa volta, perdendo oportunidades e indiferente ao próximo. Obviamente no episódio isso esta de forma extrema, mas não tão distante do que já vivenciamos.
Não vou me estender mais sobre essa série, mas vale muito a pena assistir, vale a pena pensar a respeito e se impressionar com os belos enredos construídos nessa crítica a nossa sociedade, e ao jeito que vivemos. 
Depois volto por aqui pra escrever mais qualquer coisa sobre qualquer coisa.
Paz! :)

3 comentários:

  1. gostei da serie, valeu pela indicação J.C. e é bem isso, parece que o mundo virtual oferece uma felicidade ilusória e volátil e nós estamos trocando as reais emocoes por relaçoes superficiais.

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    1. Sim Lili, exatamente isso. E estamos chegando cada vez mais perto de concretizar essa distopia. A segunda temporada sai em breve.

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